11 outubro 2009


O elefante adestrado

Sempre que eu ia ao circo, ficava impressionado ao ver os elefantes, animais grandes e fortes, dominados por uma simples corda.
Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de peso, tamanho e força. Mas depois de sua atuação, e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corda que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo, enterrada alguns centímetros na terra.

E, ainda que a corda ou corrente seja grossa e poderosa, é óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua força, poderia facilmente arrancar a estaca e fugir.


O “mistério” é evidente! O que o mantém preso, então? Por que não foge? O elefante não escapa porque está amestrado, adestrado, dominado.

E se está amestrado, por que o prendem?

O ELEFANTE DO CIRCO NÃO ESCAPA PORQUE TEM ESTADO PRESO À ESTACA DESDE MUITO PEQUENO.

Imagine o pequeno recém-nascido amarrado à estaca. Ele puxa, faz força, faz de tudo pra se soltar. Apesar de todo o esforço, não pode libertar-se. A estaca é certamente muito forte para ele.

Com certeza ele fica esgotado, e no outro dia continua tentando, e também nos outros dias que se seguem…

Até que um dia, um terrível dia para sua história, o animal aceita sua impotência e se conforma com seu destino.

O Elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque realmente crê que não pode. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer. E o pior é que jamais volta a questionar essa condição. Jamais volta a colocar à prova sua força.

Às vezes, o mesmo acontece conosco! Vivemos crendo que “não podemos” um montão de coisas, simplesmente porque, em algum momento de nossa vida, tentamos e não conseguimos. Fazemos, então, como o elefante: gravamos em nossa memória: “Eu não posso”.

Precisamos romper com os pensamentos que nos limitam, e “romper a corda” que nos impede ganharmos o mundo, afinal NÓS SOMOS O QUE PENSAMOS.

Comentários
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1 comentários:

Marcellus disse...

Pocha essa analogia é fantástica, principalmente pela semelhança entre os sentimentos humanos com os do elefante, torna isso bem mais profundo!!!

 
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