23 outubro 2011


Tem que ter atitude!


Mais do que faculdade de primeira linha, o importante é brilho nos olhos.

O que é ser um talento? Quando comecei minha carreira, há mais de 20 anos, isso tinha muito a ver com a bagagem dos jovens candidatos. Ou seja, quando alguém fazia parte de uma das três melhores universidades do Brasil e falava inglês fluentemente, já era considerado um talento...

E todo o resto passava a ser um algo a mais. Lembro-me quando participei do programa para trainees da Unilever. Eu ainda não tinha inglês fluente e tampouco havia feito uma das faculdades eleitas, mas tinha algo que continua fundamental nos dias de hoje: o brilho nos olhos.

O tempo passou e hoje o conteúdo já não é um diferencial, mas uma obrigação. Agora, vital é a atitude. E atitude, para quem está no começo da carreira, tem a ver com disponibilidade e vontade.
Quem não se encanta ao entrevistar um jovem ou uma jovem que nos contagia ao contar o que fez em tão pouco tempo de vida profissional? Não importa se foi algo pontual e até pequeno quando comparado ao tamanho da empresa.

O que vale é ser protagonista da sua vida. Hoje os profissionais estão muito preocupados com o que a empresa vai dar em troca, e o termo “vestir a camisa” virou motivo de chacota. Esse comportamento faz parte daqueles que delegam a responsabilidade de seu futuro à empresa. E que dificilmente chegarão lá.
Sou da antiga geração que valoriza o empenho e a força de vontade. Isto não tem nada a ver com o conceito de workaholic, ao contrário. O tempo fora da empresa é alimento para a criatividade. É quando a gente verdadeiramente gosta do que faz e pensa em como aumentar nossa contribuição até quando vai ao cinema, tirando ideias de, quem sabe, um filme de Woody Allen, de uma exposição, de um bom livro.

Enfim, para definir um talento hoje é preciso relacionar muitos adjetivos.
Mas nada substitui o brilho dos olhos aliado aos frutos colhidos com uma trajetória baseada em valores.
Isso alimenta qualquer alma que esteja começando no mundo corporativo.

Texto de Anna Chaia, presidente da L’Occitane no Brasil e autora dos livros ‘Paris com as crianças’ e ‘ Descobrindo Nova York com as crianças’.

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